segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ganso, seus "parceiros" e o passe no futubol


Trilha sonora da preparação deste texto: Engenheiros do Havaii - Gessinger, Licks & Maltz

Ultimamente o noticiário esportivo não fala de outro assunto: a possível saída do jogador Paulo Henrique Ganso para o São Paulo. Não quero nesta postagem entrar no mérito dos clubes e sim na questão do passe.


Os jogadores profissionais tem um passe, que é um instrumento de compra e venda da "mercadoria" jogador de futebol. No caso do Ganso, 45% de seu passe pertence ao Santos e o restante ao grupo DIS.

Neste caso, qualquer negociação (renovação de contrato ou venda, por exemplo) pra ser efetivada depende de três aceites: do atleta, do DIS e do Santos.

Em comum acordo, excelente: todos ganham, todos felizes. Mas quando não há unanimidade, o que fazer? O que vale mais? A vontade do jogador ou dos donos de seu passe?

Inevitavelmente imaginei se o mesmo ocorresse conosco: já pensaram se houvesse a lei do passe para os profissionais comuns?

Durante a entrevista, você e seus "parceiros" investidores ouviriam a proposta e decidiriam se ela é válida.

Após a possível contratação, tudo ficaria bem. Mas depois de um certo tempo, se você resolvesse buscar uma nova oportunidade e seus "parceiros" não concordassem, o que fazer? Como conseguir o equilíbrio entre seus interesses e os interesses de seus "parceiros"?

Exagero de minha parte, ficção ou não, pessoalmente prefiro o modelo atual: se estamos descontentes com o atual empregador seja por ambiente de trabalho, salário, plano de carreira, benefícios, não há impedimento externo para a busca de novas oportunidades. As incertezas, dúvidas, glórias ou fracassos desta decisão cabem única e exclusivamente ao profissional.

Beijos e abraços

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