terça-feira, 25 de setembro de 2012

Expo Money e a construção de seu porto seguro


Trilha sonora da preparação deste texto: CPM 22 - Cidade cinza

Sábado passado (22/09) participei da Expo Money, o maior evento de educação financeira e investimentos da América Latina.

Um dos principais objetivos do evento é incitar os participantes a refletir sobre finanças. O palestrante Mário Petronilho, convidado do banco Bradesco, em sua apresentação "Finanças pessoais", comentou algo que infelizmente é uma realidade de nosso país: não há preocupação com a educação financeira da população.

Alguns podem até considerar o assunto entediante mas prestar mais atenção as finanças pessoais não traz apenas ganhos financeiros. Qual é o preço de não estar endividado? Qual é o preço de ter reserva financeira para emergências médicas ou desemprego? Qual é o preço de poder presentear sua família e você mesmo com uma viagem de férias?

Construir seu porto seguro, conquistar tranquilidade e segurança não tem preço.

Vale a pena pensar no seguinte:

  • Mesmo que estejamos com certo conforto financeiro, será que tudo que consumimos é realmente imprescindível? Quantas vezes compramos coisas por impulso e nunca utilizamos? Não estou dizendo para deixarmos de consumir, mas sim refletir se precisamos de fato adquirir o produto ou serviço.
  • Você consegue responder em 10 segundos quando gastou ontem? Poucos conseguem. Isto mostra que não temos controle e conhecimento total de nossos gastos. Como poderemos então mudar nossos hábitos de consumo se for necessário?
  • Por mais óbvio que pareça, não gaste mais do que ganha. Nunca.
  • Aplique mensalmente o máximo de dinheiro que puder.
  • Adote uma planilha de controle de orçamento pessoal.

Para quem deseja se aprofundar no assunto, no endereço www.bradesco.com.br há um link para a seção "Cursos On-line gratuitos" com o curso de Finanças pessoais. Não é necessário ser correntista do banco para acessá-lo.

Beijos e abraços

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Paliativos


Trilha sonora da preparação deste texto: Engenheiros do Havaii - Simples de coração

Gostei muito e recomendo que assistam ao filme "O Grande Chefe", do diretor Lars Von Trier, lançado originalmente em 2006.

A idéia central da comédia é muito original. Um empresário que não se sente bem em tomar decisões impopulares (como demitir alguém) cria um personagem fictício para ser o dono da empresa. Desta forma, não é considerado responsável pelas más notícias já que a equipe de trabalho direciona sua raiva e inconformismo ao "grande chefe".

Este subterfúgio é aplicado com sucesso por certo tempo. Mas, ao decidir vender a empresa, os compradores só aceitam negociar com o "grande chefe", inexistente. Sem alternativa, o empresário é obrigado a contratar um ator para fazer este papel.

Obviamente não poderei contar o restante da história pois há leitores que poderão se interessar em ver o filme.

Todos nós, sem exceção, criamos artifícios para não lidar com algumas situações. Por não querer ser rejeitado ou impopular, por não querer fracassar, por não querer se decepcionar.

Mas este paliativo tem vida curta: mais cedo ou mais tarde, precisaremos adotar uma atitude proativa. Quanto mais evitarmos mais vai incomodar, a tal ponto que enfrentar a situação será menos dolorido que fugir do embate.

E para superarmos de vez esta limitação, não devemos tentar novamente contornar esta barreira. Temos que atravessá-la, preparados para as consequências. Doa a quem doer.

Segue link do trailer do filme http://www.youtube.com/watch?v=v7FajZhhF1U

Beijos e abraços

terça-feira, 18 de setembro de 2012


Trilha sonora da preparação deste texto: Rodolfo Abrantes - R.A.T.M. - Rompendo as barreiras do templo


Temos em nossa vida alguns pilares que formam a base do que somos. Entre eles posso citar: família, amigos, companheiros, emprego, finanças, saúde e a espiritualidade ou fé.

Acredito que as pessoas mais felizes, mais satisfeitas com a vida são as que estão com estes pilares em equilíbrio. Mas não quero ser imprudente a ponto de generalizar pois cada um cria sua definição individual do que é ser feliz.

Penso que com estes pilares equilibrados a existência fica muito mais tranquila. Mas é inevitável que em algum momento o desequilíbrio ocorra. É um ciclo: equilíbrio, desequilíbrio, equilíbrio, desequilíbrio e assim sucessivamente... Podemos ficar doentes, sem emprego, sem o companheiro ou companheira, com problemas familiares.... Como nossa vida é incerta e não temos domínio sobre alguns eventos, o diferencial para passar pela tormenta e seguir em frente chama-se fé. Aquele sentimento que nos acolhe, dá alento, esperança, que não nos deixa tombar ante as dificuldades.

Se há algo que peço muito é para que minha fé não esmoreça, que eu tenha forças para continuar lutando, para não desanimar e acreditar que nada é definitivo, nem o que é bom, nem o que é ruim. Peço também sabedoria e maturidade para lidar com as dificuldades que surgirem. Peço que eu entenda que as provações são fundamentais para minha evolução, aprendizado e aperfeiçoamento.

Que assim seja.

"Que das minhas feridas saia poder pra curar, que cada hora perdida me lembre que não é pra eu parar..."

Trecho de "Até que a casa esteja cheia" - Rodolfo Abrantes

Beijos e abraços

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Opinião e apoio


Trilha sonora da preparação deste texto: Natiruts - Acústico


Ter opinião própria é algo natural e saudável, não é verdade?

Mas não é incomum sermos condenados por ter uma opinião diferente da que esperam.

É como se o que afirmam fosse uma regra definitiva, indiscutível e portanto um absurdo a não concordância. Como se fossemos do contra.

É comum, em alguns casos, tentarem nos convencer de todos os modos praticamente forçando nossa aceitação. Em outros, simplesmente se afastam, inconformados com nossa discordância.

Aos incomodados, afirmo que ter opinião diferente não significa negar apoio, não ajudar se necessário.

É como a conduta de pais e mães. Nos pedem para fazer algo de determinada maneira. Se propormos algo diferente, mesmo que não concordem, não impedirão que façamos de nosso jeito. Se der errado, tenham certeza que eles estarão ao nosso lado. Mas é claro que não seremos poupados do sermão.

E esta mesma atitude é que espero das pessoas próximas. Que me apoiem nas decisões que eu julgue ter escolhido o melhor caminho. Se eu acertar, compartilharei com o maior prazer as glórias. Se eu me equivocar, espero contar com auxílio para recomeçar.

Beijos e abraços

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Questões mal resolvidas em relacionamentos


Trilha sonora da preparação deste texto: Little Quail and the Mad Birds - A primeira vez que você me beijou

Recentemente Chorão e Champignon da banda Charlie Brown Jr. se desentenderam no palco durante um show em Apucarana, no Paraná.

Pelo que foi noticiado, a gota d'água foi um assunto mal resolvido no passado dos integrantes da banda.

Todos temos assuntos mal resolvidos com alguém, geralmente devido a alguma atitude ou comportamento que não aceitamos ou não perdoamos.

E a recíproca é verdadeira, há pessoas que engolem seco quando precisam se relacionar conosco.

Em alguns casos sabemos exatamente qual foi o motivo. Em outros, não conseguimos explicar mas sentimos que há uma barreira, há algo que nos incomoda muito toda vez que precisamos nos relacionar com aquela pessoa.

O ideal seria reavaliar o que ocorreu e buscar explicações. Caso nossa consciência nos diga que erramos devemos nos desculpar e buscar harmonizar novamente este relacionamento. Se acreditamos que não foi nossa culpa, devemos pelo menos estar preparados para perdoar e deixar o passado em seu devido lugar.

Algo muito difícil de fazer, independentemente se nosso julgamento nos classifica como vítimas ou culpados.

O importante é resolver a questão de forma racional, com respeito ao interlocutor, olho no olho, no ambiente correto. O que não podemos é piorar a situação como foi feito pelos integrantes da banda: a solução do impasse, que já era difícil, tornou-se praticamente impossível.

Beijos e abraços

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

"Toda dor vem do desejo de não sentirmos dor"


Trilha sonora da preparação deste texto: Legião Urbana - As quatro estações

Hoje de manhã ouvi Quando o sol bater na janela do teu quarto da Legião Urbana, música do álbum "As quatro estações".

O título deste blog é da letra da canção, cuja parte da dor e do desejo foi retirada do livro "Doutrina de Buda".

Por coincidência ontem participei de uma palestra em que Ivan da Cunha, Coordenador da Pós Graduação Lato Sensu da Universidade São Judas Tadeu fala sobre mecanismos de fuga.

Criamos mecanismos de fuga ou "auto-defesa" para não lidarmos com situações que podem nos provocar dor. Só que a fuga neste caso só piora a situação. O correto é buscar a solução do problema até resolvê-lo. Quanto mais tentamos escapar pior fica, um simples problema pode tornar-se o tormento de toda uma vida.

Ivan utilizou-se de uma analogia que achei muito interessante: imaginem que o problema ou dor é segurar um copo de água cheio, de vidro. Se segurarmos por cinco minutos, tudo bem. Se segurarmos por uma hora, começamos a sentir dores nos braços, nas costas... o problema vai tomando maiores proporções. Se conseguíssemos segurá-lo por três horas ininterruptas, imaginem a dor que estaríamos sentindo... Mas tudo tem um limite, em algum momento não aguentaríamos e o copo cairia no chão e se espatifaria. E quando isto acontece, os pedaços atingem a todos que estão em volta: pais, irmãos, amigos, companheiros, filhos... no momento da explosão ferimos quem não deveria por algo que é nosso, exclusivo.

Portanto, devemos rever nossas atitudes e fazer uma simples autoavaliação: do que estou fugindo? O que estou deixando pra amanhã? Porque tenho dificuldades em enfrentar este obstáculo?

O primeiro passo para a solução é admitirmos que temos um problema, o que não é fácil. Depois é buscar auxílio na literatura, nos amigos, em especialistas, na religião... O importante é conseguir superar a dificuldade e evoluir.

Beijos e abraços

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Levantar e derrubar bandeiras


Trilha sonora da preparação deste texto: Nenhum de nós - Contos de água e fogo

Sábado (01/09) fui no 3º festival da Nova FM, com apresentação dos artistas Zélia Duncan, Seu Jorge, Vanessa da Mata e Lulu Santos.

Os shows foram muito bons, alguns melhores do que imaginava. Mas o engraçado é que sai com uma sensação que anos atrás nunca passaria por minha cabeça: não tenho mais a mesma vontade e disposição de encarar alguns eventos públicos, principalmente festivais, com longa duração.

Atualmente dou preferência a lugares mais intimistas, mais reservados, com minha companheira e meus amigos. E shows, continuo e gosto muito de ir mas somente com a apresentação de um único artista.

Como mudamos com o tempo, com as experiências e vivências... nós levantamos bandeiras em algumas fases da vida e nos sentimos com a obrigação de defendê-las pra sempre... Mudar é como trair o seu passado, o que você sempre acreditou e construiu.

Na verdade fico muito feliz quando naturalmente mudo algum comportamento, prática, ideal. Isto é sinal de que fechei um ciclo em minha vida e que estou preparado para criar, absorver ou adotar novos conceitos, idéias, valores, experiências.

Sinceramente não consigo me imaginar com as mesmas atitudes e visão de mundo de anos atrás. Ainda bem, mesmo, que estou diferente.

Beijos e abraços

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ganso, seus "parceiros" e o passe no futubol


Trilha sonora da preparação deste texto: Engenheiros do Havaii - Gessinger, Licks & Maltz

Ultimamente o noticiário esportivo não fala de outro assunto: a possível saída do jogador Paulo Henrique Ganso para o São Paulo. Não quero nesta postagem entrar no mérito dos clubes e sim na questão do passe.


Os jogadores profissionais tem um passe, que é um instrumento de compra e venda da "mercadoria" jogador de futebol. No caso do Ganso, 45% de seu passe pertence ao Santos e o restante ao grupo DIS.

Neste caso, qualquer negociação (renovação de contrato ou venda, por exemplo) pra ser efetivada depende de três aceites: do atleta, do DIS e do Santos.

Em comum acordo, excelente: todos ganham, todos felizes. Mas quando não há unanimidade, o que fazer? O que vale mais? A vontade do jogador ou dos donos de seu passe?

Inevitavelmente imaginei se o mesmo ocorresse conosco: já pensaram se houvesse a lei do passe para os profissionais comuns?

Durante a entrevista, você e seus "parceiros" investidores ouviriam a proposta e decidiriam se ela é válida.

Após a possível contratação, tudo ficaria bem. Mas depois de um certo tempo, se você resolvesse buscar uma nova oportunidade e seus "parceiros" não concordassem, o que fazer? Como conseguir o equilíbrio entre seus interesses e os interesses de seus "parceiros"?

Exagero de minha parte, ficção ou não, pessoalmente prefiro o modelo atual: se estamos descontentes com o atual empregador seja por ambiente de trabalho, salário, plano de carreira, benefícios, não há impedimento externo para a busca de novas oportunidades. As incertezas, dúvidas, glórias ou fracassos desta decisão cabem única e exclusivamente ao profissional.

Beijos e abraços

sábado, 1 de setembro de 2012

As sanfonas do rei


Trilha sonora da preparação deste texto: Falamansa - As sanfonas do rei

"Falar de amor, de fé, felicidade, não é fácil não... mas assim era o rei do baião" - Trecho da música "As sanfonas do rei", do Falamansa.

Neste ano comemoramos o centenário do nascimento de Luiz Gonzaga e a banda Falamansa resolveu homenageá-lo gravando o álbum "As sanfonas do rei - Tributo aos 100 anos de Luiz Gonzaga".


Gostei do tributo pelas seguintes razões:

  • O repertório escolhido não é composto por músicas óbvias ou muito conhecidas de Gonzaga. O grupo pesquisou e fez versões de canções até então "desconhecidas" do grande público como "Indiferente" e "Xote ecológico";
  • O grupo foi muito feliz na escolha dos artistas participantes do trabalho: Jorge du Peixe e Gustavo da Lua, da Nação Zumbi, Trio Nordestino, Elba Ramalho, Dominguinhos, Trio Virgulino, Miltinho Edilberto e Janaína, do Bicho de Pé;
  • Nova parceria com o Grupo Meninos do Morumbi (a 1ª vez foi na gravação do CD e DVD Ao Vivo MTV), composto por crianças e adolescentes de São Paulo, com o objetivo de criar alternativas as drogas e a delinquência juvenil através da música e da arte;
  • A inclusão de trechos de áudio do próprio Luiz Gonzaga entre algumas faixas.
O sucesso do grupo Falamansa e de outros grupos do forró universitário fez com que eu passasse a me interessar por forró. E Luiz Gonzaga para o estilo tem o mesmo peso de Bob Marley para o Reggae e Elvis para o Rock: sempre serão referências.

Em um trecho de áudio do CD, Gonzaga disse, profético:

"...que o meu povo gosta muito de mim e isso vai aparecer mais adiante, você vai ver..."

Segue link do primeiro videoclipe deste trabalho:



Beijos e abraços