quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

The real walking dead


Ultimamente não tenho tido tempo para acompanhar seriados americanos, salvo exceções como “Californication”, “The big bang theory” e recentemente “The walking dead”.

                A quem assiste ou pretende acompanhar a série este não é um spoiler, ou seja, não pretendo comentar algo revelador sobre a trama.

                Eu sinceramente não sou muito fã de filmes ou séries deste gênero mas “The walking dead” é surpreendente.  Resumidamente, a idéia central é que o mundo mudou radicalmente de uma hora pra outra sem muitas explicações: pessoas comuns e zumbis (mortos-vivos) dividem o espaço do planeta. Estes zumbis são canibais que atacam os vivos que, após serem mordidos, tornam-se zumbis também.

                Até aí, pelo menos para mim, nada de especial. Começo a ficar interessado nas consequências deste “apocalipse” principalmente nas questões de relacionamento interpessoal. Entre os vivos surgem pelo menos três grupos pós-apocalipse, que classifico da seguinte forma:

 - Paralisados: ficam imóveis, receosos, choram, lamentam... e não agem;

- Descontrolados: extremamente desequilibrados, conturbam o ambiente. Começam a se indispor com todos, tem acessos de raiva e violência, não ouvem ou criticam tudo o que é proposto e sempre tem razão.

- Controlados: procuram se desapegar rapidamente do passado esforçando-se para sobreviver e entender o novo ambiente. Buscam solucionar os problemas racionalmente e geralmente tem êxito. Este comportamento produz resultados efetivos e atrai os paralisados, que passam a ser seus seguidores, provocando a inveja dos descontrolados que farão o possível e o impossível para dividir o grupo e dificultar a aceitação das ideias dos controlados.

Qualquer coincidência com nosso dia-a-dia é mera coincidência.

E você, a qual grupo pertence?
 

Beijos e abraços

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

No beco escuro explode a violência...


O título deste texto é baseado na música "O beco" dos Paralamas do Sucesso, do disco Bora-Bora


Os preocupantes índices de violência no Brasil tem solução, acreditem. O problema é o jogo de interesses: quem deveria combatê-la é beneficiado por ela. Explico.

Sendo muito simplista, qual o interesse da segurança pública em acabar com a criminalidade? Nenhum. Quando maior a insegurança, maior o poder de barganha e o orçamento destinado a este grupo para o atendimento de suas solicitações.

E esta sensação de desamparo é sufocante: saímos para rua sem saber se vamos voltar e preocupados acompanhamos nossos familiares saindo sem a garantia de que estarão protegidos.

A população com medo, parte dela, busca se defender de alguma forma. Os mais ricos contratam guarda-costas, instalam cercas elétricas e sistemas de monitoramento, blindam seus carros, compram armas de fogo... Os mais pobres andam armados ou mantém a arma de fogo em casa para qualquer eventualidade.

Eu não sou favor da pena de morte: não resolve o problema, deve-se tratar o mal pela raiz. Se eu pudesse modificar algumas coisas, faria pelo menos o seguinte:
  1. Não concordo com preso ocioso: há várias escolas, hospitais e estradas que precisam ser construídas, há muito alimento que precisa ser plantado. Os custos do sistema prisional tem que ser pagos pelos próprios presos. Nos Estados Unidos o presidiário tem que trabalhar, não tem tempo para pensar em fugas, por exemplo.
  2. Reforma no sistema educacional e de segurança pública: enquanto o professor e o policial no Brasil não forem tratados com o respeito e a dignidade devida, não podemos exigir que sejam formados melhores cidadãos ou que possamos sair nas ruas com tranquilidade.

Tenho certeza que os leitores deste blog já pensaram pelo menos uma vez sobre o que fazer para acabar com a violência. Refletir sobre estas questões é importante: somente o debate e a mobilização da sociedade pode incomodar quem está acomodado e deveria fazer algo por nós.

Enquanto isto só consigo pensar em uma solução: pedir a Deus para nos proteger, cuidar de familiares, amigos e desconhecidos para termos uma vida de paz e tranquilidade.
 
Beijos e abraços

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ação, reação e consequências


Trilha sonora da preparação deste texto: O grande encontro III

 
Quem mora com os pais, com algum familiar, companheiro ou companheira pode passar por situações incômodas de reprovação de suas ações, com origem em algo que você fez e não era esperado.

Para você não foi nada de mais: você não se feriu, não feriu ninguém, apenas fez algo imprevisto.
Mas você é censurado e naturalmente fica surpreso, não entende como algo tão corriqueiro provoca uma reação tão contraditória.
A conclusão que chego é que não temos dimensão do impacto de nossas ações em quem está a nossa volta. As reações podem ser surpreendentes, completamente diferentes do que esperávamos.
Nesta hora cabe uma autoavaliação: será que eu dimensionei corretamente o impacto? Será que, mesmo inconscientemente, incomodei alguém, agi indevidamente? Se este for o caso cabe adotar medidas de correção de postura e ficar atento para não passar pelo mesmo incômodo futuramente.
Mas se julgar que estão interpretando incorretamente suas ações e propósitos, não mude sua forma de agir. Cabe realinhar a expectativa, conversar e explicar que você não está errado e não fez nada de mais.
Se mesmo assim não houver consenso deixe claro que agradece a crítica, foi importante para ponderar sua decisão mas não pretende mudar e que isto poderá ocorrer mais vezes.

E após dizer isto, prepare-se para as consequências de sua “rebeldia”, positivas ou negativas.

Beijos e abraços

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Comédia da vida corporativa


Há situações que só passa quem foi ou é integrante de corporações. Sabe aqueles minutos que se transformam em horas intermináveis?
Exemplo: você tem que preparar um trabalho para alguém que está no topo da hierarquia e não sabe como executar esta atividade. Honestamente, você diz que nunca fez algo parecido e recebe desta forma algumas orientações e um nome pra te dar suporte.
 Você volta para sua mesa, começa a analisar a tarefa e em pouco tempo fica com dúvidas. Recorre ao nome que recebeu para suporte que lhe diz “não tenho idéia do que você está falando”. Você pergunta se ele sabe quem poderia ajudar e ouve “não tenho certeza, mas acho que o fulano de tal pode...”.  “Não tenho certeza” e “acho” transformam-se em sinônimos de “estou perdido” e “me dei mal”.
Então você reza para o fulano de tal estar no escritório ou pelo menos acessível via telefone ou email. Se conseguir contatá-lo e ele não puder auxiliá-lo você lhe pergunta: sabe quem poderia?

Não se surpreenda se neste processo você abordar quase todos os funcionários da empresa. Alguns colocam-se no seu lugar e dizem algo como “Não sei, mas eu faria desta forma...” ou “já fiz algo bem parecido, vou te encaminhar...”. Fique atento, pode ser a luz no fim do túnel.
Enquanto isto o mais difícil é lidar com a sensação de que o tempo está passando e que você não dará conta do recado. Controlar o desespero e a ansiedade é essencial.

Depois de todas as “entrevistas”, ligações telefônicas, análise dos materiais recebidos e pesquisas na internet, você finalmente prepara algo e apresenta a quem lhe encaminhou a tarefa. Neste momento você compartilha o passo a passo da construção da informação, as dificuldades, dúvidas e espera que sua proposta agrade.
Se este for o caso, pequenos ajustes te libertarão da pendência. Caso contrário, o ciclo recomeça: você busca novamente as pessoas, pesquisa na internet, faz ligações, enfim, tudo o que for possível para entregar o trabalho.

Quando finalmente a missão estiver cumprida, tira-se um grande peso dos ombros. Pelo menos por enquanto, até surgir um novo desafio.
Beijos e abraços

sábado, 20 de outubro de 2012

De braços abertos, sempre


Trilha sonora da preparação deste texto: Rodox - Rodox


Uma hora aqui, outra ali.

Acredito que nada é por acaso. Creio que precisamos passar por momentos difíceis para aprender, refletir e se transformar.

Estes momentos tornam-se marcos em nossas vidas. São tão transformadores que a pessoa que julgávamos ser deixa de existir, para que surja um novo homem.

Ninguém está imune a estas reviravoltas que a vida apresenta. O que diferencia um ser humano do outro é a forma como encara as dificuldades: alguns tornam-se amargos, raivosos, sem esperança, desacreditados. Outros aceitam, refletem, tiram suas lições e mudam seu comportamento e atitudes para lidar com o que está acontecendo e com o que possivelmente acontecerá.

Acredito muito também que tudo acontece no tempo certo, mesmo que em alguns momentos sejamos surpreendidos pela velocidade com que se tornam realidade.

Após a tempestade a calmaria e praticamente em uma semana novamente minha vida foi modificada. Graças ao maior de todos, retratado na foto abaixo.




Esta foto tirei na cidade maravilhosa, no bairro de Botafogo. Lá estava o Cristo, de braços abertos, como se estivesse me dizendo o seguinte: seja bem-vindo, meus braços estão abertos para te receber e reafirmar que estou sempre ao seu lado, aqui e em qualquer lugar. Não me importo com seus defeitos, você é meu filho.

E eu como filho procuro seguir cada vez mais seus ensinamentos, reafirmando diariamente minha fé, agradecendo e pedindo proteção, auxílio, suporte.

Este é meu porto seguro.


"Sou Teu,
vou preparar o Teu lugar, vem e reina.
Deus de amor, Santo,
meu Jesus, vive. Ele é tudo pra mim."

Rodolfo Abrantes - Mar de vidro - http://www.youtube.com/watch?v=YCGlcMCIbZs

Beijos e abraços

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Só por hoje


Trilha sonora da preparação deste texto: The Beatles - Let it be


Acordar cedo, tomar banho e café da manhã.

Agradecer pelo dia anterior e pedir proteção para o dia que está começando.

Arrumar a mala.

Colocar a bebida, o carvão e os alimentos no carro.

Aguardar a chegada dos companheiros de viagem.

Pegar a estrada.

Curtir a viagem: botar o papo em dia, admirar a paisagem, conversar sobre como foi a semana, a expectativa para as próximas, as novidades, as dificuldades.

Chegar ao destino.

Abraçar e matar a saudade de quem se preparou para receber você e seus acompanhantes durante vários dias, preocupados em oferecer o melhor tratamento.

Acender a churrasqueira e aguardar o banquete que começará em breve.

Ouvir e contar mais histórias, saber e compartilhar mais novidades.

Pausar a vida. Só por hoje. Amanhã voltar a pensar no que tem que ser pago, no que está pendente, nos estudos, no trabalho, no futuro.

Vamos aproveitar o que está sendo oferecido.

Beijos e abraços

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

De mãos dadas com a ansiedade e com a esperança


Trilha sonora da preparação deste texto: Os Paralamas do Sucesso - Arquivo


Sempre desejamos que algo aconteça no tempo que "previmos". Mas quando esta decisão não depende exclusivamente da gente, é de enlouquecer. Ficamos extremamente ansiosos até o resultado final.

Chega a ser engraçado mas enquanto não sabemos o que vai acontecer começamos a imaginar finais felizes e infelizes. Já vamos nos preparando psicologicamente para lidar com o resultado, independente qual seja. A imaginação vai longe e pensamos em nossas possíveis reações e das pessoas a nossa volta.

Quanto mais o tempo passa mais divagamos... e não vemos a hora da agonia terminar. Mas não desanimamos, continuamos esperançosos até o dia em que o processo finalmente chega a seu fim e conhecemos seu resultado.

Quando é positivo, ficamos extasiados e compartilhamos a novidade com todos que julgamos importantes em nossas vidas. E o mesmo ocorre quando o resultado é negativo: recorremos as mesmas pessoas. Pois quem é prioridade será nos bons e nos maus momentos.

E com o tempo vem a sensação de alívio: a ansiedade acabou, mais uma fase que superamos. Ou não. Se o resultado não foi o esperado, voltamos ao início do ciclo e redobramos os esforços para que desta vez tenhamos êxito.

E definitivamente teremos, no momento certo, na hora certa.

Beijos e abraços

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Expo Money e a construção de seu porto seguro


Trilha sonora da preparação deste texto: CPM 22 - Cidade cinza

Sábado passado (22/09) participei da Expo Money, o maior evento de educação financeira e investimentos da América Latina.

Um dos principais objetivos do evento é incitar os participantes a refletir sobre finanças. O palestrante Mário Petronilho, convidado do banco Bradesco, em sua apresentação "Finanças pessoais", comentou algo que infelizmente é uma realidade de nosso país: não há preocupação com a educação financeira da população.

Alguns podem até considerar o assunto entediante mas prestar mais atenção as finanças pessoais não traz apenas ganhos financeiros. Qual é o preço de não estar endividado? Qual é o preço de ter reserva financeira para emergências médicas ou desemprego? Qual é o preço de poder presentear sua família e você mesmo com uma viagem de férias?

Construir seu porto seguro, conquistar tranquilidade e segurança não tem preço.

Vale a pena pensar no seguinte:

  • Mesmo que estejamos com certo conforto financeiro, será que tudo que consumimos é realmente imprescindível? Quantas vezes compramos coisas por impulso e nunca utilizamos? Não estou dizendo para deixarmos de consumir, mas sim refletir se precisamos de fato adquirir o produto ou serviço.
  • Você consegue responder em 10 segundos quando gastou ontem? Poucos conseguem. Isto mostra que não temos controle e conhecimento total de nossos gastos. Como poderemos então mudar nossos hábitos de consumo se for necessário?
  • Por mais óbvio que pareça, não gaste mais do que ganha. Nunca.
  • Aplique mensalmente o máximo de dinheiro que puder.
  • Adote uma planilha de controle de orçamento pessoal.

Para quem deseja se aprofundar no assunto, no endereço www.bradesco.com.br há um link para a seção "Cursos On-line gratuitos" com o curso de Finanças pessoais. Não é necessário ser correntista do banco para acessá-lo.

Beijos e abraços

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Paliativos


Trilha sonora da preparação deste texto: Engenheiros do Havaii - Simples de coração

Gostei muito e recomendo que assistam ao filme "O Grande Chefe", do diretor Lars Von Trier, lançado originalmente em 2006.

A idéia central da comédia é muito original. Um empresário que não se sente bem em tomar decisões impopulares (como demitir alguém) cria um personagem fictício para ser o dono da empresa. Desta forma, não é considerado responsável pelas más notícias já que a equipe de trabalho direciona sua raiva e inconformismo ao "grande chefe".

Este subterfúgio é aplicado com sucesso por certo tempo. Mas, ao decidir vender a empresa, os compradores só aceitam negociar com o "grande chefe", inexistente. Sem alternativa, o empresário é obrigado a contratar um ator para fazer este papel.

Obviamente não poderei contar o restante da história pois há leitores que poderão se interessar em ver o filme.

Todos nós, sem exceção, criamos artifícios para não lidar com algumas situações. Por não querer ser rejeitado ou impopular, por não querer fracassar, por não querer se decepcionar.

Mas este paliativo tem vida curta: mais cedo ou mais tarde, precisaremos adotar uma atitude proativa. Quanto mais evitarmos mais vai incomodar, a tal ponto que enfrentar a situação será menos dolorido que fugir do embate.

E para superarmos de vez esta limitação, não devemos tentar novamente contornar esta barreira. Temos que atravessá-la, preparados para as consequências. Doa a quem doer.

Segue link do trailer do filme http://www.youtube.com/watch?v=v7FajZhhF1U

Beijos e abraços

terça-feira, 18 de setembro de 2012


Trilha sonora da preparação deste texto: Rodolfo Abrantes - R.A.T.M. - Rompendo as barreiras do templo


Temos em nossa vida alguns pilares que formam a base do que somos. Entre eles posso citar: família, amigos, companheiros, emprego, finanças, saúde e a espiritualidade ou fé.

Acredito que as pessoas mais felizes, mais satisfeitas com a vida são as que estão com estes pilares em equilíbrio. Mas não quero ser imprudente a ponto de generalizar pois cada um cria sua definição individual do que é ser feliz.

Penso que com estes pilares equilibrados a existência fica muito mais tranquila. Mas é inevitável que em algum momento o desequilíbrio ocorra. É um ciclo: equilíbrio, desequilíbrio, equilíbrio, desequilíbrio e assim sucessivamente... Podemos ficar doentes, sem emprego, sem o companheiro ou companheira, com problemas familiares.... Como nossa vida é incerta e não temos domínio sobre alguns eventos, o diferencial para passar pela tormenta e seguir em frente chama-se fé. Aquele sentimento que nos acolhe, dá alento, esperança, que não nos deixa tombar ante as dificuldades.

Se há algo que peço muito é para que minha fé não esmoreça, que eu tenha forças para continuar lutando, para não desanimar e acreditar que nada é definitivo, nem o que é bom, nem o que é ruim. Peço também sabedoria e maturidade para lidar com as dificuldades que surgirem. Peço que eu entenda que as provações são fundamentais para minha evolução, aprendizado e aperfeiçoamento.

Que assim seja.

"Que das minhas feridas saia poder pra curar, que cada hora perdida me lembre que não é pra eu parar..."

Trecho de "Até que a casa esteja cheia" - Rodolfo Abrantes

Beijos e abraços

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Opinião e apoio


Trilha sonora da preparação deste texto: Natiruts - Acústico


Ter opinião própria é algo natural e saudável, não é verdade?

Mas não é incomum sermos condenados por ter uma opinião diferente da que esperam.

É como se o que afirmam fosse uma regra definitiva, indiscutível e portanto um absurdo a não concordância. Como se fossemos do contra.

É comum, em alguns casos, tentarem nos convencer de todos os modos praticamente forçando nossa aceitação. Em outros, simplesmente se afastam, inconformados com nossa discordância.

Aos incomodados, afirmo que ter opinião diferente não significa negar apoio, não ajudar se necessário.

É como a conduta de pais e mães. Nos pedem para fazer algo de determinada maneira. Se propormos algo diferente, mesmo que não concordem, não impedirão que façamos de nosso jeito. Se der errado, tenham certeza que eles estarão ao nosso lado. Mas é claro que não seremos poupados do sermão.

E esta mesma atitude é que espero das pessoas próximas. Que me apoiem nas decisões que eu julgue ter escolhido o melhor caminho. Se eu acertar, compartilharei com o maior prazer as glórias. Se eu me equivocar, espero contar com auxílio para recomeçar.

Beijos e abraços

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Questões mal resolvidas em relacionamentos


Trilha sonora da preparação deste texto: Little Quail and the Mad Birds - A primeira vez que você me beijou

Recentemente Chorão e Champignon da banda Charlie Brown Jr. se desentenderam no palco durante um show em Apucarana, no Paraná.

Pelo que foi noticiado, a gota d'água foi um assunto mal resolvido no passado dos integrantes da banda.

Todos temos assuntos mal resolvidos com alguém, geralmente devido a alguma atitude ou comportamento que não aceitamos ou não perdoamos.

E a recíproca é verdadeira, há pessoas que engolem seco quando precisam se relacionar conosco.

Em alguns casos sabemos exatamente qual foi o motivo. Em outros, não conseguimos explicar mas sentimos que há uma barreira, há algo que nos incomoda muito toda vez que precisamos nos relacionar com aquela pessoa.

O ideal seria reavaliar o que ocorreu e buscar explicações. Caso nossa consciência nos diga que erramos devemos nos desculpar e buscar harmonizar novamente este relacionamento. Se acreditamos que não foi nossa culpa, devemos pelo menos estar preparados para perdoar e deixar o passado em seu devido lugar.

Algo muito difícil de fazer, independentemente se nosso julgamento nos classifica como vítimas ou culpados.

O importante é resolver a questão de forma racional, com respeito ao interlocutor, olho no olho, no ambiente correto. O que não podemos é piorar a situação como foi feito pelos integrantes da banda: a solução do impasse, que já era difícil, tornou-se praticamente impossível.

Beijos e abraços

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

"Toda dor vem do desejo de não sentirmos dor"


Trilha sonora da preparação deste texto: Legião Urbana - As quatro estações

Hoje de manhã ouvi Quando o sol bater na janela do teu quarto da Legião Urbana, música do álbum "As quatro estações".

O título deste blog é da letra da canção, cuja parte da dor e do desejo foi retirada do livro "Doutrina de Buda".

Por coincidência ontem participei de uma palestra em que Ivan da Cunha, Coordenador da Pós Graduação Lato Sensu da Universidade São Judas Tadeu fala sobre mecanismos de fuga.

Criamos mecanismos de fuga ou "auto-defesa" para não lidarmos com situações que podem nos provocar dor. Só que a fuga neste caso só piora a situação. O correto é buscar a solução do problema até resolvê-lo. Quanto mais tentamos escapar pior fica, um simples problema pode tornar-se o tormento de toda uma vida.

Ivan utilizou-se de uma analogia que achei muito interessante: imaginem que o problema ou dor é segurar um copo de água cheio, de vidro. Se segurarmos por cinco minutos, tudo bem. Se segurarmos por uma hora, começamos a sentir dores nos braços, nas costas... o problema vai tomando maiores proporções. Se conseguíssemos segurá-lo por três horas ininterruptas, imaginem a dor que estaríamos sentindo... Mas tudo tem um limite, em algum momento não aguentaríamos e o copo cairia no chão e se espatifaria. E quando isto acontece, os pedaços atingem a todos que estão em volta: pais, irmãos, amigos, companheiros, filhos... no momento da explosão ferimos quem não deveria por algo que é nosso, exclusivo.

Portanto, devemos rever nossas atitudes e fazer uma simples autoavaliação: do que estou fugindo? O que estou deixando pra amanhã? Porque tenho dificuldades em enfrentar este obstáculo?

O primeiro passo para a solução é admitirmos que temos um problema, o que não é fácil. Depois é buscar auxílio na literatura, nos amigos, em especialistas, na religião... O importante é conseguir superar a dificuldade e evoluir.

Beijos e abraços

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Levantar e derrubar bandeiras


Trilha sonora da preparação deste texto: Nenhum de nós - Contos de água e fogo

Sábado (01/09) fui no 3º festival da Nova FM, com apresentação dos artistas Zélia Duncan, Seu Jorge, Vanessa da Mata e Lulu Santos.

Os shows foram muito bons, alguns melhores do que imaginava. Mas o engraçado é que sai com uma sensação que anos atrás nunca passaria por minha cabeça: não tenho mais a mesma vontade e disposição de encarar alguns eventos públicos, principalmente festivais, com longa duração.

Atualmente dou preferência a lugares mais intimistas, mais reservados, com minha companheira e meus amigos. E shows, continuo e gosto muito de ir mas somente com a apresentação de um único artista.

Como mudamos com o tempo, com as experiências e vivências... nós levantamos bandeiras em algumas fases da vida e nos sentimos com a obrigação de defendê-las pra sempre... Mudar é como trair o seu passado, o que você sempre acreditou e construiu.

Na verdade fico muito feliz quando naturalmente mudo algum comportamento, prática, ideal. Isto é sinal de que fechei um ciclo em minha vida e que estou preparado para criar, absorver ou adotar novos conceitos, idéias, valores, experiências.

Sinceramente não consigo me imaginar com as mesmas atitudes e visão de mundo de anos atrás. Ainda bem, mesmo, que estou diferente.

Beijos e abraços

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ganso, seus "parceiros" e o passe no futubol


Trilha sonora da preparação deste texto: Engenheiros do Havaii - Gessinger, Licks & Maltz

Ultimamente o noticiário esportivo não fala de outro assunto: a possível saída do jogador Paulo Henrique Ganso para o São Paulo. Não quero nesta postagem entrar no mérito dos clubes e sim na questão do passe.


Os jogadores profissionais tem um passe, que é um instrumento de compra e venda da "mercadoria" jogador de futebol. No caso do Ganso, 45% de seu passe pertence ao Santos e o restante ao grupo DIS.

Neste caso, qualquer negociação (renovação de contrato ou venda, por exemplo) pra ser efetivada depende de três aceites: do atleta, do DIS e do Santos.

Em comum acordo, excelente: todos ganham, todos felizes. Mas quando não há unanimidade, o que fazer? O que vale mais? A vontade do jogador ou dos donos de seu passe?

Inevitavelmente imaginei se o mesmo ocorresse conosco: já pensaram se houvesse a lei do passe para os profissionais comuns?

Durante a entrevista, você e seus "parceiros" investidores ouviriam a proposta e decidiriam se ela é válida.

Após a possível contratação, tudo ficaria bem. Mas depois de um certo tempo, se você resolvesse buscar uma nova oportunidade e seus "parceiros" não concordassem, o que fazer? Como conseguir o equilíbrio entre seus interesses e os interesses de seus "parceiros"?

Exagero de minha parte, ficção ou não, pessoalmente prefiro o modelo atual: se estamos descontentes com o atual empregador seja por ambiente de trabalho, salário, plano de carreira, benefícios, não há impedimento externo para a busca de novas oportunidades. As incertezas, dúvidas, glórias ou fracassos desta decisão cabem única e exclusivamente ao profissional.

Beijos e abraços

sábado, 1 de setembro de 2012

As sanfonas do rei


Trilha sonora da preparação deste texto: Falamansa - As sanfonas do rei

"Falar de amor, de fé, felicidade, não é fácil não... mas assim era o rei do baião" - Trecho da música "As sanfonas do rei", do Falamansa.

Neste ano comemoramos o centenário do nascimento de Luiz Gonzaga e a banda Falamansa resolveu homenageá-lo gravando o álbum "As sanfonas do rei - Tributo aos 100 anos de Luiz Gonzaga".


Gostei do tributo pelas seguintes razões:

  • O repertório escolhido não é composto por músicas óbvias ou muito conhecidas de Gonzaga. O grupo pesquisou e fez versões de canções até então "desconhecidas" do grande público como "Indiferente" e "Xote ecológico";
  • O grupo foi muito feliz na escolha dos artistas participantes do trabalho: Jorge du Peixe e Gustavo da Lua, da Nação Zumbi, Trio Nordestino, Elba Ramalho, Dominguinhos, Trio Virgulino, Miltinho Edilberto e Janaína, do Bicho de Pé;
  • Nova parceria com o Grupo Meninos do Morumbi (a 1ª vez foi na gravação do CD e DVD Ao Vivo MTV), composto por crianças e adolescentes de São Paulo, com o objetivo de criar alternativas as drogas e a delinquência juvenil através da música e da arte;
  • A inclusão de trechos de áudio do próprio Luiz Gonzaga entre algumas faixas.
O sucesso do grupo Falamansa e de outros grupos do forró universitário fez com que eu passasse a me interessar por forró. E Luiz Gonzaga para o estilo tem o mesmo peso de Bob Marley para o Reggae e Elvis para o Rock: sempre serão referências.

Em um trecho de áudio do CD, Gonzaga disse, profético:

"...que o meu povo gosta muito de mim e isso vai aparecer mais adiante, você vai ver..."

Segue link do primeiro videoclipe deste trabalho:



Beijos e abraços

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Raul - O início, o fim e o meio


Trilha sonora da preparação deste texto: Raul - O início, o fim e o meio - trilha sonora do filme


No dia 01 de abril deste ano eu e minha namorada fomos assistir ao filme "Raul - o início, o fim e o meio".


Quase 5 meses depois, comprei o DVD do filme e tive oportunidade de assisti-lo novamente.

Lembro da primeira vez que ouvi Raul Seixas. Tinha 12 anos e o pai do Didi, um grande amigo de infância, me emprestou uma fita cassete com uma seleção das "melhores" músicas do Raul. Fiquei impressionado imediatamente com as letras... como sempre gostei de ler, no início não prestava atenção no ritmo, batida, solos... só me interessava por músicas com boas letras, bem diferente do que penso atualmente.

O que por exemplo me interessa no homem e no artista Raul Seixas?

  • Sua liberdade artística: poucos no Brasil em seu segmento tiveram a coragem de experimentar musicalmente tanto quanto ele (do rock pro baião, pro brega, pro samba...);
  • Ele realmente era uma metamorfose ambulante: em suas músicas há espaço para o deboche, para o nonsense, para a fantasia, para a realidade, para a crítica social...
  • Sua inquietude, seu inconformismo: ele sempre gostou de filosofia e por isso questionava tudo e todos, inclusive a si próprio;
  • A força de suas interpretações: ele cantava com uma energia, com um desprendimento realmente cativante.
Minha opinião pessoal, não um julgamento, é que a curiosidade, o desejo de tudo conhecer, saber e fazer foi o início, o fim e o meio de sua vida. Todos temos limites (físicos, mentais, psíquicos) e precisamos ter muito cuidado ao tentar ultrapassá-los. Ele foi fundo em sua busca por experiências, autoconhecimento e de tudo o que aprendeu e conheceu, não conseguiu eliminar de sua rotina o que lhe fazia mal.

Quem ainda não teve oportunidade de conhecer sua obra e vida, sugiro que comecem por este filme. Considero que o principal objetivo de uma obra não é dar respostas mas nos fazer refletir e tirar nossas próprias conclusões.


Trailer do filme: http://www.youtube.com/watch?v=oQYFEEGoyIk

Beijos e abraços

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Superação

Trilha sonora da preparação deste texto: Maskavo Roots - Se não guenta, por que veio?

Bom dia leitores

Sábado passado (25/08) fui com minha namorada assistir ao documentário "Soberano 2 - a heróica conquista do mundial de 2005".



Como somos tricolores de coração, foi um prazer relembrar as conquistas do time.

Os produtores do filme acertaram quando focaram no tema Superação. As melhores conquistas são aquelas em que nos surpreendemos com o resultado final, quando não acreditamos sermos capazes de atingir nossos objetivos.

O São Paulo não era o favorito ao título. Seu adversário na final, o Liverpool, estava há 11 jogos sem perder e sem tomar gol. Para a imprensa em geral, as chances do São Paulo sagrar-se tricampeão eram ínfimas.

Mas com fé, superação, e muita, muita sorte, o título veio para o Morumbi. E a terceira estrela vermelha (que representa a conquista do tricampeonato mundial de clubes) foi incluída no uniforme tricolor.

Para mim, neste momento de transição, foi uma mensagem muito positiva. Acreditemos, sempre, que a vida nos reserva surpresas o tempo todo e que não podemos desistir. Todo o esforço em busca de um objetivo não será em vão, desde que tenhamos fé em Deus, em nós, na família e nos amigos de verdade. O restante é consequência e fica pra história, como este título do meu time do coração.

Beijos e abraços

Escreve o que tu queres, há de ser tudo da lei

Bom dia caros leitores

Inspirado por leituras, documentários, desemprego, pessoas, meu passado e meu presente resolvi criar um blog em que eu possa passar para o papel (ou melhor, para a tela) tudo o que penso e sinto.

Neste local ficarei à vontade para comentar tudo o que tiver vontade. Não haverá restrições de assuntos.

Para mim será uma espécie de terapia: para os leitores espero que seja algo muito mais agradável.

Vamos em frente!!!

Beijos e abraços