quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

The real walking dead


Ultimamente não tenho tido tempo para acompanhar seriados americanos, salvo exceções como “Californication”, “The big bang theory” e recentemente “The walking dead”.

                A quem assiste ou pretende acompanhar a série este não é um spoiler, ou seja, não pretendo comentar algo revelador sobre a trama.

                Eu sinceramente não sou muito fã de filmes ou séries deste gênero mas “The walking dead” é surpreendente.  Resumidamente, a idéia central é que o mundo mudou radicalmente de uma hora pra outra sem muitas explicações: pessoas comuns e zumbis (mortos-vivos) dividem o espaço do planeta. Estes zumbis são canibais que atacam os vivos que, após serem mordidos, tornam-se zumbis também.

                Até aí, pelo menos para mim, nada de especial. Começo a ficar interessado nas consequências deste “apocalipse” principalmente nas questões de relacionamento interpessoal. Entre os vivos surgem pelo menos três grupos pós-apocalipse, que classifico da seguinte forma:

 - Paralisados: ficam imóveis, receosos, choram, lamentam... e não agem;

- Descontrolados: extremamente desequilibrados, conturbam o ambiente. Começam a se indispor com todos, tem acessos de raiva e violência, não ouvem ou criticam tudo o que é proposto e sempre tem razão.

- Controlados: procuram se desapegar rapidamente do passado esforçando-se para sobreviver e entender o novo ambiente. Buscam solucionar os problemas racionalmente e geralmente tem êxito. Este comportamento produz resultados efetivos e atrai os paralisados, que passam a ser seus seguidores, provocando a inveja dos descontrolados que farão o possível e o impossível para dividir o grupo e dificultar a aceitação das ideias dos controlados.

Qualquer coincidência com nosso dia-a-dia é mera coincidência.

E você, a qual grupo pertence?
 

Beijos e abraços