sexta-feira, 16 de novembro de 2012

No beco escuro explode a violência...


O título deste texto é baseado na música "O beco" dos Paralamas do Sucesso, do disco Bora-Bora


Os preocupantes índices de violência no Brasil tem solução, acreditem. O problema é o jogo de interesses: quem deveria combatê-la é beneficiado por ela. Explico.

Sendo muito simplista, qual o interesse da segurança pública em acabar com a criminalidade? Nenhum. Quando maior a insegurança, maior o poder de barganha e o orçamento destinado a este grupo para o atendimento de suas solicitações.

E esta sensação de desamparo é sufocante: saímos para rua sem saber se vamos voltar e preocupados acompanhamos nossos familiares saindo sem a garantia de que estarão protegidos.

A população com medo, parte dela, busca se defender de alguma forma. Os mais ricos contratam guarda-costas, instalam cercas elétricas e sistemas de monitoramento, blindam seus carros, compram armas de fogo... Os mais pobres andam armados ou mantém a arma de fogo em casa para qualquer eventualidade.

Eu não sou favor da pena de morte: não resolve o problema, deve-se tratar o mal pela raiz. Se eu pudesse modificar algumas coisas, faria pelo menos o seguinte:
  1. Não concordo com preso ocioso: há várias escolas, hospitais e estradas que precisam ser construídas, há muito alimento que precisa ser plantado. Os custos do sistema prisional tem que ser pagos pelos próprios presos. Nos Estados Unidos o presidiário tem que trabalhar, não tem tempo para pensar em fugas, por exemplo.
  2. Reforma no sistema educacional e de segurança pública: enquanto o professor e o policial no Brasil não forem tratados com o respeito e a dignidade devida, não podemos exigir que sejam formados melhores cidadãos ou que possamos sair nas ruas com tranquilidade.

Tenho certeza que os leitores deste blog já pensaram pelo menos uma vez sobre o que fazer para acabar com a violência. Refletir sobre estas questões é importante: somente o debate e a mobilização da sociedade pode incomodar quem está acomodado e deveria fazer algo por nós.

Enquanto isto só consigo pensar em uma solução: pedir a Deus para nos proteger, cuidar de familiares, amigos e desconhecidos para termos uma vida de paz e tranquilidade.
 
Beijos e abraços

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ação, reação e consequências


Trilha sonora da preparação deste texto: O grande encontro III

 
Quem mora com os pais, com algum familiar, companheiro ou companheira pode passar por situações incômodas de reprovação de suas ações, com origem em algo que você fez e não era esperado.

Para você não foi nada de mais: você não se feriu, não feriu ninguém, apenas fez algo imprevisto.
Mas você é censurado e naturalmente fica surpreso, não entende como algo tão corriqueiro provoca uma reação tão contraditória.
A conclusão que chego é que não temos dimensão do impacto de nossas ações em quem está a nossa volta. As reações podem ser surpreendentes, completamente diferentes do que esperávamos.
Nesta hora cabe uma autoavaliação: será que eu dimensionei corretamente o impacto? Será que, mesmo inconscientemente, incomodei alguém, agi indevidamente? Se este for o caso cabe adotar medidas de correção de postura e ficar atento para não passar pelo mesmo incômodo futuramente.
Mas se julgar que estão interpretando incorretamente suas ações e propósitos, não mude sua forma de agir. Cabe realinhar a expectativa, conversar e explicar que você não está errado e não fez nada de mais.
Se mesmo assim não houver consenso deixe claro que agradece a crítica, foi importante para ponderar sua decisão mas não pretende mudar e que isto poderá ocorrer mais vezes.

E após dizer isto, prepare-se para as consequências de sua “rebeldia”, positivas ou negativas.

Beijos e abraços

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Comédia da vida corporativa


Há situações que só passa quem foi ou é integrante de corporações. Sabe aqueles minutos que se transformam em horas intermináveis?
Exemplo: você tem que preparar um trabalho para alguém que está no topo da hierarquia e não sabe como executar esta atividade. Honestamente, você diz que nunca fez algo parecido e recebe desta forma algumas orientações e um nome pra te dar suporte.
 Você volta para sua mesa, começa a analisar a tarefa e em pouco tempo fica com dúvidas. Recorre ao nome que recebeu para suporte que lhe diz “não tenho idéia do que você está falando”. Você pergunta se ele sabe quem poderia ajudar e ouve “não tenho certeza, mas acho que o fulano de tal pode...”.  “Não tenho certeza” e “acho” transformam-se em sinônimos de “estou perdido” e “me dei mal”.
Então você reza para o fulano de tal estar no escritório ou pelo menos acessível via telefone ou email. Se conseguir contatá-lo e ele não puder auxiliá-lo você lhe pergunta: sabe quem poderia?

Não se surpreenda se neste processo você abordar quase todos os funcionários da empresa. Alguns colocam-se no seu lugar e dizem algo como “Não sei, mas eu faria desta forma...” ou “já fiz algo bem parecido, vou te encaminhar...”. Fique atento, pode ser a luz no fim do túnel.
Enquanto isto o mais difícil é lidar com a sensação de que o tempo está passando e que você não dará conta do recado. Controlar o desespero e a ansiedade é essencial.

Depois de todas as “entrevistas”, ligações telefônicas, análise dos materiais recebidos e pesquisas na internet, você finalmente prepara algo e apresenta a quem lhe encaminhou a tarefa. Neste momento você compartilha o passo a passo da construção da informação, as dificuldades, dúvidas e espera que sua proposta agrade.
Se este for o caso, pequenos ajustes te libertarão da pendência. Caso contrário, o ciclo recomeça: você busca novamente as pessoas, pesquisa na internet, faz ligações, enfim, tudo o que for possível para entregar o trabalho.

Quando finalmente a missão estiver cumprida, tira-se um grande peso dos ombros. Pelo menos por enquanto, até surgir um novo desafio.
Beijos e abraços